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Mulher de cabelo cacheado gargalhando na praia ao pôr do sol

O que é monitoramento contínuo de glicose e como ele muda a rotina

Um sensor pequeno no braço mede a glicose o dia inteiro e manda as leituras para o celular. Veja como funciona, o que muda no dia a dia e o que continua igual.

Por Thaís Kurünzi · revisado em · 3 min de leitura · 3 min de áudio

Em poucas palavras

O monitoramento contínuo de glicose usa um sensor colado na pele que mede a glicose sozinho, a cada poucos minutos, e envia as leituras para o celular. Em vez de uma foto do momento, como no glicosímetro de dedo, você vê o filme do dia: para onde a glicose está indo, como reagiu à refeição e o que aconteceu durante a noite.

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Quem convive com diabetes conhece a rotina: furar o dedo, esperar o número, anotar, repetir. Cada medição mostra só aquele instante. O que aconteceu entre uma picada e outra fica no escuro, e é justamente ali que moram as surpresas: a glicose que subiu depois do almoço, a queda no meio da madrugada, o efeito do treino que só aparece horas depois.

O monitoramento contínuo de glicose, conhecido pela sigla em inglês CGM, foi pensado para acender a luz nesses intervalos.

Como o sensor de glicose funciona?

O sensor é um disco pequeno aplicado no abdômen ou na parte de trás do braço. Um filamento muito fino fica logo abaixo da pele, em contato com o líquido entre as células, e mede a glicose ali de forma automática.

No caso da linha iCan, que a M-Health entrega por assinatura, o sensor faz uma leitura a cada 3 minutos e envia os dados por Bluetooth para o aplicativo no celular. Cada sensor dura 15 dias e não pede calibração na ponta do dedo.

  • Aplicação: feita em casa, com o aplicador que vem na embalagem.
  • Aquecimento: depois de aplicar, o sensor leva cerca de 120 minutos para começar a mostrar as leituras.
  • Duração: 15 dias de uso. Depois, é só trocar pelo próximo.
  • Água: resiste a banho, piscina e mar, dentro dos limites de cada modelo.

O que muda no dia a dia com o sensor?

Você enxerga a tendência, não só o número

O aplicativo mostra a curva do dia e se a glicose está subindo, descendo ou estável. Saber que está em 140 é uma coisa; saber que está em 140 e caindo rápido é outra bem diferente, e muda o que você faz em seguida.

A noite deixa de ser um mistério

Como o sensor mede sozinho, as leituras da madrugada ficam registradas sem que ninguém precise acordar. Para pais de crianças com diabetes, isso costuma ser a diferença mais sentida.

Menos furo no dedo

O sensor não pede calibração na ponta do dedo. O glicosímetro continua útil para conferir quando o valor não bate com o que você sente ou quando seu médico orientar, mas deixa de ser o centro da rotina.

O cuidado pode ser dividido

Com o acesso do cuidador, um familiar acompanha as leituras do próprio celular. Pais, filhos e parceiros passam a saber como você está sem precisar perguntar o tempo todo.

O que continua igual depois do sensor?

O sensor é uma ferramenta de informação. Decisões sobre dose de insulina, remédios e metas continuam sendo combinadas com o seu médico, que é quem conhece o seu caso. Leve as curvas do aplicativo para a consulta: elas costumam render uma conversa muito mais produtiva do que um caderno de anotações.

Se o valor do sensor não combinar com o que você está sentindo, confie no corpo e confira no glicosímetro.

Por onde começar?

Se você nunca usou um sensor, o primeiro passo é escolher o modelo. Na página Sensores você compara o iCan i3 e o iCan i6 lado a lado. Depois, em Planos, escolhe o que vai na caixa do mês e por quanto tempo.

Perguntas sobre este tema

O sensor precisa de picada no dedo para calibrar?

Não. O iCan vem calibrado de fábrica e funciona os 15 dias sem calibração com sangue da ponta do dedo. Se a leitura não combinar com o que você está sentindo, confira com o glicosímetro e fale com seu médico.

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O sensor mede a glicose do sangue?

Não exatamente. Ele mede a glicose do líquido intersticial, que fica logo abaixo da pele. Por isso a leitura acompanha a do sangue com um atraso de 5 a 10 minutos.

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Por que a leitura do sensor é diferente da do glicosímetro?

Porque eles medem lugares diferentes. O glicosímetro mede o sangue, e o sensor mede o líquido sob a pele, com 5 a 10 minutos de atraso. A diferença é maior quando a glicose está subindo ou caindo rápido, como depois de comer ou de fazer exercício.

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Qual é a diferença entre sensor e glicosímetro?

O glicosímetro mede a glicose num momento, com uma gota de sangue do dedo. O sensor mede sozinho a cada 3 minutos, dia e noite, e mostra para onde a glicose está indo. Os dois se completam.

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Guia completoEste artigo faz parte do guia Guia completo do sensor de glicose (CGM). Para ver o sensor de perto, conheça o iCan i6 e o iCan i3, ou tire dúvidas na central de ajuda.

As informações deste artigo não dispensam a orientação do seu médico. Siga sempre as instruções de uso do produto.

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Foto: Alef Morais no Unsplash

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